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PUBLICADO 7 meses ATRÁS.

Descubra como declarar seus investimentos no IR

A reta final da declaração do Imposto de Renda começou e quem ainda não prestou contas à Receita Federal deve se apressar para não cair na malha fina! Por isso, em parceria com a Easynvest, corretora de investimentos, preparamos algumas dicas para você não cair na malha fina.

Onde me informo sobre as aplicações?

Bancos e corretoras disponibilizam aos clientes um informe de rendimentos. Se você não recebeu ou não teve acesso, contate sua administradora. Se você possui mais de um banco ou corretora, junte todos os informes. Sem ele, não é possível preencher a declaração do IR. Nesse documento, constam todas as informações sobre o dinheiro que estava na instituição financeira no dia 31 de dezembro de 2017, desde saldo em conta corrente até aplicações. Esses valores devem ser informados no programa do Imposto de Renda.

Quais investimentos devem ser declarados?

Todos as aplicações devem ser declaradas, até mesmo aquelas sobre as quais não incide Imposto de Renda, como poupança, CRI, CRA, LCI e LCA. É essencial declarar cada um dos investimentos individualmente na aba “Bens e Direitos”. No caso do Tesouro Direto, por exemplo, a recomendação é fazer um lançamento para cada título que possui, informando quantidade, agente emissor, CNPJ e data da aplicação.

O que é preciso informar?

É necessário incluir na declaração as informações contidas no informe de rendimentos, como quantidade de títulos comprados, valores, data da aplicação e a rentabilidade. No caso de ações, é importante detalhar as movimentações de compra e venda também.

Como declarar esses investimentos?

Você deve informar os rendimentos conforme o tipo de tributação da aplicação.  Se você não tiver certeza se o seu investimento é isento ou não, siga exatamente o que está no informe do seu banco ou corretora. Lá, os rendimentos já estão separados entre “isentos” e “sujeitos à tributação exclusiva”.

Não tributáveis

Para informar poupança e outros investimentos isentos de IR, abra a ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”. Clique em “Novo” e, em seguida, escolha o Código 12 em “Tipo de Rendimento”. Em seguida, escolha quem fez o investimento, se você ou algum dependente. Se ambos têm investimentos, informe os valores separadamente, ou seja, abra uma ficha para você e outra para o dependente.

Sujeitos à tributação

Preencher a ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva” é parecido com o preenchimento da ficha “Rendimentos isentos”. O que muda são os tipos de investimentos. Aqui entram os ganhos com títulos públicos comprados no Tesouro Direto, com CDBs e RDBs emitidos por bancos e financeiras e os rendimentos provenientes da maioria dos fundos de investimento. Clique em “Novo”, em seguida escolha o Código 6 em “Tipos de Rendimento. Em seguida, escolha quem fez o investimento, se você ou seu dependente. Se ambos têm investimentos, abra uma ficha para cada um.

Atenção! Algumas instituições informam dois valores, o “rendimento bruto” e o “imposto retido”. Você precisa declarar o rendimento líquido. Caso não apareça, faça a conta do valor bruto menos o imposto para chegar ao rendimento líquido.

Informes de dependentes também entram na declaração

Você deve declarar os investimentos feitos por todos os seus dependentes e pelo cônjuge, caso vocês dois estejam declarando em conjunto. Se você abriu uma caderneta de poupança em nome do seu filho e ele é seu dependente no IR, esse investimento também precisa ser declarado, mesmo que seu filho seja menor de idade. A regra só não vale se o saldo da poupança for inferior a R$ 140, mas é só nesse caso.

Caso o informe esteja errado, o banco precisa corrigir

Verifique se não há erros ou informação incompleta no informe anual de rendimentos financeiros. Veja se não faltam dados no informe, como o detalhamento dos fundos de investimento com os respectivos CNPJs. Se perceber algo errado, fale com a instituição e exija a emissão de um novo documento corrigido. Caso o banco demore para enviar o novo informe, entregue a declaração do IR dentro do prazo definido pela Receita Federal (até 30 de abril) e depois faça uma declaração retificadora.

Prazo

O prazo para prestar contas à Receita Federal termina no dia 30 de abril. A declaração do IR é obrigatória para quem, em 2017, tinha bens que somavam mais de R$ 300 mil, rendimento anual superior a R$ 28.559,70, recebeu mais de R$ 40 mil de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), juros de poupança ou rendimentos não tributáveis e receita bruta de atividade rural acima de R$ 142.798,50.




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