A cada cem empresas constituídas no País, 98 a 99 são micros e pequenas. Muitas delas, modestas no tamanho, mas não na ambição, concorrem com grandes conglomerados por um lugar ao sol e sabem que o fato de terem nascido pequenas não significa que precisem permanecer assim para sempre. Destemidas, para elas, no mundo dos negócios, tamanho não é documento. Para mostrar a força do setor, as história de quem venceu e o leque de oportunidades que se abre no horizonte nos próximos anos, o Diário do Nordeste inicia hoje uma série de reportagens, onde empreender é a palavra-chave.
Estudos disponibilizados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas (Sebrae) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revelam que as MPEs somam quase seis milhões de estabelecimentos no País; respondem por mais de 50% da força de trabalho urbana empregada no setor privado, o que significa nada menos que 13,2 milhões de empregos formais; representam 38% da massa salarial paga e ainda 20% de todas as riquezas geradas no Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB).
"Fazendo as contas, no Ceará, a representatividade das micro e pequenas empresas na Economia local pode chegar a 465 mil das 470 mil empresas que estão cadastradas na Junta Comercial do Estado. Então, por conta desse peso, podemos afirmar que o País e o Estado estarão bem se esse segmento estiver saudável. Daí a sua importância para a economia", destaca o superintendente do Sebrae no Ceará, Carlos Cruz.
Para tanto, o fortalecimento do setor depende agora, afirma, de três estratégias fundamentais: "o aumento da formalização, com o programa Empreendedor Individual; o estímulo à inovação; e a Expansão das micro e pequenas empresas no comércio internacional". "Articulado com o governo e demais atores envolvidos no processo, a partir deste ano vamos ampliar a implementação dessas três estratégias", assegura.
Mas por que trabalhar nessa direção? Segundo ele, ao estimular a formalização dos cerca de 11 milhões de informais que se acredita que exista atualmente em todo o Brasil (algo em torno de 400 mil no Ceará), duas importantes frentes estarão sendo solidificadas: "a inserção social e econômica dessas pessoas". "De um lado, a formalização desse pessoal vai proporcionar a inserção social, pois vai dar condições a essas pessoas de terem os mesmos privilégios de quem contribui para a Previdência. De outro, temos a sua inserção econômica, pois também serão garantidos a esses empreendedores os mesmos benefícios das empresas de maior porte, a exemplo do acesso a bancos, financiamentos, entre outros", justifica.
Inovação
Em relação à inovação, o superintendente do Sebrae-CE reforça a necessidade de se desmistificar o conceito para os micro e pequenos empresários, a fim de motivar a busca por maior competitividade. "Quando se pensa em inovação tecnológica se remete logo à automação, à utilização de robôs e a grandes lançamentos. Mas, na verdade, não é bem assim. Um exemplo disso é que uma pequena confecção pode inovar apenas fazendo uma alteração de layout, ou com a compra de um novo equipamento, o que pode ajudar a aumentar a sua Produção e, consequentemente, a sua produtividade", explica. Ao lado do estímulo à formalização e à inovação, completa, a maior inserção das pequenas empresas no comércio internacional completa a série de ações previstas para o fortalecimento das MPEs.
São valiosas essas iniciativas públicas, pois a ferramenta mais eficaz para o desemvolvimento ainda é a Informação. Não posso deixar de citar o exemplo do meu Estado - Maranhão, sobre o Programa de Educação Fiscal, que tem por objetivo levar aos cidadãos conhecimento sobre a administração pública, orçamento e políticas públicas e um maior controle social sobre o Estado.O Programa Nacional de Educação Fiscal "PNEF" é resultado de um trabalho conjunto dos Ministérios da Fazenda e da Educação, e das Secretarias de Fazenda e das Secretarias de Educação dos Estados.O cidadão bem informado hoje pode ser o empreendedor bem sucedido de amanhã! Fonte:www.sefaz.ma.gov.br
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