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Somente 11% das MPEs conseguem crédito

Acesso ao crédito em tempos de economia cambaleante é o desafio de empresas de todo o País, principalmente quando se trata do segmento das micros e pequenas. Apesar de projeções otimistas para 2017 – mais para o segundo semestre, é verdade – na prática o que se vê é um acesso difícil por dinheiro nas instituições financeiras. Os tempos atuais continuam nebulosos. 

Dados de uma pesquisa do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), encomendada ao Datafolha, apontam que apenas 11% dos entrevistados conseguiram acesso a linhas de crédito empresarial (pessoas jurídicas) em janeiro deste ano, percentual menor que no mesmo período de 2016, quando a taxa fechou em 14%. 

Para 60% das empresas, o próprio capital de giro disponível é muito pouco, o que traz dificuldades para manter o funcionamento do negócio. “A empresa não consegue se manter com o próprio capital e falta crédito no mercado, enquanto os juros do cheque especial e empréstimo pessoal são impagáveis. Gerir com falta de dinheiro em caixa pode causar calotes de despesas, atraso no pagamento de benefícios trabalhistas, demissões e até fechamento do negócio”, ressalta o presidente do Simpi, Joseph Couri.

O cenário paulista é, sem dúvida alguma, similar ao Paraná e de outros estados, segundo especialistas no assunto que conversaram com a FOLHA. O economista gerente da área de fomento da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Marcelo Tercicotti, relata que esses entraves para os micros e pequenos negócios estão principalmente ligados a restrições cadastrais das empresas, dificuldade na composição de garantias para liberação do dinheiro e taxas de juros com patamar elevado. “Não vejo nenhuma mudança neste primeiro trimestre de 2017 comparado ao ano passado. Essa restrição se reflete em todo o Estado e no País. As instituições estão mais rigorosas para liberar crédito devido à acentuação da crise econômica”. 

A falta de recursos impacta muito nas empresas deste porte. O crédito é necessário para capital de giro, aumento da capacidade produtiva, investimentos, acesso a novos mercados e outras estratégias importantes. “Essas restrições dificultam, inclusive, transações comerciais”, complementa Tercicotti. 




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