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PUBLICADO 2 anos ATRÁS.

Segunda geração é o desafio

Credibilidade, em muitos casos fruto do conhecimento de gerações no negócio é um dos pontos fortes das empresas familiares, conforme o levantamento “O que torna as empresas familiares em mercados emergentes tão diferentes?”, feito pelo Boston Consulting Group (BCG) – empresa de consultoria com atuação em vários países. Entretanto, nem todos os empreendimentos conseguem se manter por gerações no mercado.

Em torno de 30% das empresas familiares não sobrevivem à segunda geração. O percentual passa para 4% no que se refere à terceira geração, conforme o advogado da Messano & da Mata Advogados e professor de direito empresarial do Ibmec/MG, Leonardo Messano. Ele estudou o assunto para fazer sua dissertação de mestrado.

O especialista observa que são vários os motivos que levam um empreendimento a fechar as portas, como má administração ou até uma crise na economia. Só que, no caso das empresas familiares, existe um fator específico que são os conflitos familiares focados na atividade empresarial. “As disputas podem acontecer por causa do controle societário ou mesmo dúvidas na prestação de contas”, observa. Para ele, ao mesmo tempo que a proximidade familiar pode ser boa na agilidade para deliberar e agir, a intimidade pode atrapalhar.

Problema

Outro desafio, além dos impostos pela economia brasileira, como crédito caro e tributos altos, é a sucessão. “Mesmo que os herdeiros não tenham interesse em participar do dia a dia da empresa, é importante entender do negócio para poder controlar o trabalho dos executivos”, frisa.

O sócio majoritário da Casa Salles, Edmar Salles, 88, também aponta a sucessão como um dos desafios enfrentados por uma empresa familiar, já que nem todos os membros da família podem se interessar pelo negócio. Dos seis filhos dele, todos sócios, só uma trabalha na empresa, Consuelo Cançado e Salles. Além dela, o neto Guilherme atua na administração.

Edmar conta que até se formou em direito, mas, com a doença do pai, teve que assumir o negócio, há 70 anos. Desde então, ele está atuando no varejo de Belo Horizonte. No momento, garante, o problema da sucessão está resolvido.

Matthias Gangl, 25, que trabalha com o pai, Herwig Gangl, na cervejaria Krug Bier, é outro que atua na empresa há anos. “Desde cedo eu acompanho tudo, me sinto protegendo o que é da minha família”, diz.

Corajosas

Inovação. As empresas familiares são mais inovadoras que as não-familiares, segundo o sócio do BCG no Brasil e líder da prática de Family Business, Christian Orglmeister.

Brasileiras. Apresentam algumas características próprias: são resilientes, têm espírito empreendedor, vontade de aprender e se arriscar, agilidade na tomada de decisões, generosidade em distribuir o valor gerado, e forte conexão com pessoas.




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