×
Siga-nos:
Classe Contábil
PUBLICADO 7 meses ATRÁS.

Saiba quais são os problemas mais comuns na hora de fechar uma empresa

Cinco anos após serem criadas, pouco mais de 60% das empresas já fecham as portas. A constatação é da pesquisa Demografia das Empresas, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ano passado. Do total de 733,6 mil empresas que nasceram em 2010, 277,2 mil (37,8% do total) sobreviveram até 2015. O assunto é delicado, mas você sabe quais são os problemas mais comuns na hora de encerrar uma empresa?

Créditos: Pexel

Sociedade

Um dos principais desafios a serem superados, certamente, são as desavenças entre os sócios. De acordo com Aristeu Tolentino, contador da Prolink Contábil, as irregularidades que muitas vezes ocorrem durante o tempo de empresa se estendem e impactam no momento de encerramento da empresa. “As desavenças entre os sócios tornam inviáveis o acordo e a assinatura dos mesmos para que seja dado sequência no fluxo de baixa”, explica.

Fluxo de caixa e estoque

Encerrar uma empresa não é tão simples. Mauricio Fernandes Agostinho, professor da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), explica que débitos tributários e documentação irregular estão entre os problemas mais comuns.  “Caso a empresa possua débitos tributários, o encerramento pode ser feito, porém, eles serão transferidos para o empresário ou sócio responsável”, explica.

É importante esclarecer que, caso a empresa tenha fornecedores e impostos em aberto a melhor opção, sempre, é procurar assessoria jurídica e solicitar falência, não a baixa. Outro problema comum no encerramento é a liquidação dos estoques de mercadorias, onde o estoque físico ou bens devem ser vendidos ou transferidos aos sócios, esteja atendo a isso também.

Burocracia

Sem dúvida alguma, os maiores desafios estão relacionados ao complexo e burocrático sistema de funcionamento para abertura e baixa das empresas. “É comum, por exemplo, esquecer de baixar a empresa em algum órgão, ficando pendente e gerando taxas e ônus à companhia”, explica Renan Barabanov de Assis, coordenador de Graduação em Ciências Contábeis da Faculdade Fipecafi.

Para ele, outro problema constante é a não orientação ao(s) sócio(s) quanto aos débitos das empresas, os quais serão automaticamente direcionados aos sócios (CPF). Antes de encerrar as empresas com débitos, os mesmos devem ser quitados ou parcelados, sob pena da imputação de multas e juros subsequentes sobre os valores devidos. “Por esse motivo, a utilização de um profissional contábil é de extrema importância. Ele possui capacidade de identificar tais questões, bem como avaliar quais os riscos e evitar possíveis problemas futuros relacionados à empresa e aos sócios”, explica.

 

Documentos que devem ser apresentados para se fechar uma empresa

  • Contrato de encerramento da empresa (distrato);
  • Formulários, requerimentos e fichas exigidas pelo órgão de registro (Jucesp ou cartório);
  • Certidões negativas de débitos onde comprova a situação regular da empresa junto aos órgãos públicos;

Atenção! O professor Mauricio Fernandes Agostinho, do curso de Ciências Contábeis da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), lembra que “as empresas enquadradas como ME ou EPP estão dispensadas de apresentar nas juntas comerciais certidões negativas de débitos tributários e previdenciários, conforme Lei Complementar 147/2014”.

 

Órgãos que devem ser procurados para fechar uma empresa

  • Jucesp ou cartório: Onde será registrado o contrato de encerramento da empresa (distrato);
  • Receita Federal: Onde será baixado o CNPJ da empresa;
  • Prefeitura Municipal: Onde será baixado a inscrição mobiliaria da empresa;
  • Conselho de classe (se for o caso): Cremes, Crea, CRM, CRA e etc;
  • Secretaria da Fazendo: No caso de a empresa possuir inscrição estadual;
  • Sindicato: Onde será baixado a inscrição sindical.

Atenção! O professor Mauricio, da Unicsul, lembra que “o encerramento de algumas empresas, dependendo de suas atividades, deverão ser feitas em cartório”.

 

Quanto custa fechar uma empresa?

De acordo com Aristeu, da Prolink, o valor médio fica em tono de R$ 2,2 mil. Isso, porque, “há variações de acordo com o cenário tributário e atividade que será atribuído a empresa. Sem contar que a entidade em via de regra necessita estar em situação regular com os órgãos públicos”, explica.  É importante lembrar que empresas optantes pelo Simples Nacional possuem menos obrigações acessórias, então, seu custo de baixa é menor do que empresas de Lucro Presumido ou Real. Renan, da Fipecafi, reforça que “o mais seguro é sempre procurar o auxílio de um profissional contábil, que possa auxiliar nas dúvidas e encaminhamentos, bem como nas exigências e obrigações contábeis a serem elaboradas e entregues para garantir a tranquilidade do empreendedor”.

 




COMPARTILHAR

Deixe uma resposta

*Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Leia também

Receba gratuitamente nosso informativo de artigos e notícias em seu e-mail