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Reduzir mortalidade de MPE é bom negócio para startups

São Paulo – Deficiências de gestão são as principais causas de mortalidade de empresas nascentes. Oferecer soluções para isso é o foco de empreendedores que buscaram na tecnologia meios para apoiar áreas críticas. Hoje, eles crescem oferecendo produtos e serviços a micro e pequenas.

De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), mais do que a conjuntura econômica, a falta de planejamento, as falhas na gestão financeira e de pessoas explicam o fechamento das novatas. É nesse nicho que algumas startups atuam.

Como empreendedores, os amigos Andre Macedo, Arley Moura, Cadu Braga e Cadu Carvalho sentiram a dificuldade ao gerir uma empresa. No caso de Macedo, a experiência negativa aconteceu com a Carro Livre, plataforma on-line de anúncios de veículos. O negócio começou próspero, mas após alguns anos foi à ruína. “A falta de gestão foi fundamental para o fracasso”, diz Macedo.

Segundo ele, a ausência de ferramentas adequadas era um empecilho. “Sabíamos vender, conhecíamos o produto. Contudo, a administração era feita por planilhas e papel”, conta.

Foi aí que os quatro empreendedores resolveram criar o ZeroPaper, uma plataforma de gestão financeira. O objetivo é exatamente eliminar os processos de gestão que exigem o uso de papel e planilhas estáticas, “porque é ineficiente e inviável com o crescimento da empresa”, diz o cofundador Arley Moura.

A startup oferece três tipos de programas de gestão. O Quickbooks ZeroPaper é para o empreendedor solitário, aquele que vende o produto, gerencia o negócio e ainda precisa organizar as finanças.

Em estágio mais avançado há o Quickbooks ZeroPaper Plus. “É para quando o empreendedor está formando uma equipe e precisa delegar tarefas”, diz Moura.

O lançamento mais recente é o Quickbooks Advanced, para quando a equipe está maior, “quando já tem gente para o estoque e parte financeira, por exemplo”, afirma Moura. Com ele é possível enviar orçamentos, gerenciar estoques e fazer propostas a fornecedores. O software se conecta com a conta bancária da empresa e faz a importação dos dados para o fluxo de caixa.

Hoje, o ZeroPaper tem 1,2 milhão de usuários nos dois primeiros planos. A meta é fazer estes usuários migrarem para o produto mais recente.

Como reconhecimento do rápido crescimento, a empresa foi vendida em janeiro para a gigante norte-americana de softwares de gestão Intuit.

Gestão de pessoas

Fundada no início de 2014, a Pin People utiliza tecnologia para analisar dados dos candidatos a uma vaga em determinada companhia e também auxilia a empresa a manter seus colaboradores, entendendo suas principais queixas.

Os três fundadores avaliam que, em geral, as empresas contratam funcionários pela competência técnica e demitem pela comportamental. Então, desenvolveram uma espécie de roteiro de seleção focando principalmente a questão comportamental.

Esse perfil desejável é composto por 28 perguntas, diz Isabella Botelho, uma das fundadoras. “A partir das perguntas, as pessoas contam aquilo de que gostaram nas experiências anteriores, desde o tempo de locomoção até outras questões, como trabalhar sob pressão”, explica

Há duas maneiras de contratar o serviço. Uma delas é utilizar o banco de dados do site da Pin People, que é alimentado por pessoas que fazem esse “currículo comportamental” de forma gratuita. Outra é enviar para a startup uma lista prévia de candidatos, obtida a partir de anúncios em outros canais. Neste caso, a Pin People faz apenas a ligação entre o perfil de candidatos que a empresa quer e, com as respostas dos currículos, aqueles que mais se encaixam.

Neste ano, a empresa observou uma nova demanda. “Nossos clientes também precisavam de ajuda para manter os funcionários”, diz Isabella. Para isso, a Pin People passou a oferecer esse tipo de serviço.

Semelhante ao modelo para identificar o perfil dos candidatos, a saída para entender melhor as demandas dos funcionários é usar um questionário personalizado. “A empresa decide o que quer saber, [sobre assuntos] como inovação ou liderança, e fazemos as perguntas para elas mandarem para as áreas que desejarem.”

Essas respostas são analisadas e enviadas para o RH das empresas. Junto com isso, a startup envia também sugestões para a empresa trabalhar com os funcionários, a fim de aumentar a satisfação deles.




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