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PUBLICADO 2 anos ATRÁS.

Pequenas empresas fazem parcerias para elevar competitividade no País

São Paulo – Com foco no desenvolvimento, pequenas e médias empresas brasileiras estão firmando parcerias com companhias europeias para transferir tecnologias sustentáveis. Além de competitividade, os acordos devem alavancar o comércio com o bloco europeu.

Um dos projetos que têm permitido parcerias é o Low Carbon Business Action in Brazil (LCBA) da União Europeia que, embora tenha sido lançado oficialmente ontem, em São Paulo, promove rodadas de negócios desde agosto. Um dos especialistas do LCBA Gustavo Arnizaut diz que esses encontros já renderam cerca de 130 acordos de cooperação entre empresas brasileiras e europeias, mas que ainda não foi possível identificar o valor gerado pelas rodadas.

Segundo ele, as iniciativas também colocam as pequenas brasileiras na rota das metas acordadas na Conferência de Paris (COP-21). Uma das tarefas do Brasil é a de reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEE) em 37% até 2025 e em 43% até 2030. O País também precisa garantir que 45% da sua matriz energética seja oriunda de fontes renováveis (as que não se esgotam, como o vento e a radiação solar, por exemplo). Hoje esse percentual já chega a 43%.

Arnizaut conta que os pequenos negócios nacionais que importaram tecnologias sustentáveis de outros países ganharam eficiência nos seus processos e competitividade em seus produtos. “São parcerias que podem proporcionar uma modernização da indústria nacional, através da transferência de tecnologias de baixo carbono”, afirma Arnizaut.

“Essas rodadas de negócios permitem tanto um acordo de importação por parte das empresas nacionais, como uma parceria para que uma companhia do Brasil produza um produto de uma europeia”, complementa o especialista.

Participação

Arnizaut não descarta a possibilidade de europeias adquirirem parcela de companhias nacionais, tendo em vista o alto endividamento dos pequenos negócios do País. Ele acrescenta que o Low Carbon é ainda uma forma de alavancar o comércio bilateral do Brasil com a União Europeia. A RPP Construtora é uma das empresas nacionais que já participaram das rodadas da Low Carbon. Esta constrói, atualmente, o condomínio sustentável Gritec, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul (RS).

Segundo Arnizaut, a intenção da empresa é incorporar o máximo possível de tecnologias ambientais. Para isso, deve contar com a parceria da empresa belga Aquale (Bélgica) que é especializada em sistemas de perfuração para uso de energia hidrotérmica e geotérmica, uma inovação dentre as energias renováveis.

“A averiguação de valores potenciais para a utilização deste recurso será discutida entre os engenheiros das duas empresas em breve. Bem como, o levantamento de custos para importação de equipamentos da Bélgica”, disse a equipe da Low Carbon, em nota. O trabalho deve ser estendido a todo o RS e ao Paraná.

Já a empresa do Rio de Janeiro Arquiar Arquitetura Engenharia Sustentável está em estágio avançado para adaptar uma tecnologia da InErgy Efsis, da Romênia, para a construção de blocos de construção (tijolos) a partir de fibras vegetais que são encontradas em abundância no Brasil, como a Juta e Piaçava.

Em julho de 2017, a Low Carbon vai selecionar as 80 melhores parcerias geradas nas rodadas para oferecer assistência técnica para que essas ganhem escala. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também estuda mecanismos de financiamento para projetos voltados para o segmento de construção civil.




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