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Classe Contábil
PUBLICADO 2 anos ATRÁS.

Inadimplência de empresas desacelera

O aumento de empresas endividadas desacelerou em julho pelo quarto mês seguido em relação ao mesmo período do ano anterior, mas ainda cresce a taxas altas. É o que indica o “Indicador de Inadimplência de Pessoas Jurídicas”, divulgado ontem pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). 
O levantamento mostra que, nas quatro regiões pesquisadas, o número de empresas inadimplentes cresceu 11,6% em julho passado em comparação com o mesmo mês do ano anterior, mas que há um movimento de desaquecimento desde abril. Por outro lado, o número de pendências em atraso por parte dessas empresas subiu 14,63% no mesmo período. 
Quando analisado o avanço de devedores por setor, SPC e CNDL identificaram que as empresas de serviços puxaram as negativações, com crescimento de 14,49%, seguido do comércio (11,46%), indústria (11%) e agricultura (7,32%). 
Porém, quase uma a cada cinco contas em atrasos registradas em julho não foram pagas às indústrias (19,32%), resultado semelhante ao dos comércios (19%). O setor de serviços teve 13,18% de “calotes” a mais e a agricultura, 6,3%. 
O presidente da CNDL, Honório Pinheiro, comemorou o arrefecimento das negativações, embora considere os números expressivos. Ele atribui o resultado às dificuldades econômicas enfrentadas pelo País. “O aumento do desemprego, a inflação em patamares elevados e a baixa confiança dos consumidores e empresários afetam a capacidade de pagamento tanto das empresas quanto da população”, analisa. 

POR REGIÕES 
O Sul é a segunda melhor colocada entre as quatro regiões pesquisadas – o Sudeste fica de fora devido a uma regra legal de negativação do Estado de São Paulo que prejudica a comparação com o restante do País. 
A região onde se encontra o Paraná registrou elevação de 9,69% no número de empresas negativadas em julho quando comparado com o mesmo período de 2015. Porém, as negativações cresceram 11,89% em abril, 10,89% em maio e 10,66% em junho, o que indica desaceleração. O Centro-Oeste teve aumento de 9,66% quando comparados os meses de julho de 2016 e 2015. 
Em comparação com o mês imediatamente anterior, as negativações no Sul cresceram 0,69% em julho, enquanto junho obteve queda de 0,86% em relação a maio. Em nível nacional, as negativações cresceram 1,27% de junho para julho, depois de uma retração de 0,71% de maio para junho. 
O setor de serviços tem participação de 71,5% como contrapartida no total de dívidas no Sul. O comércio aparece com 17,15% e a indústria, com 10,98%. 
O consultor econômico da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Marcos Rambalducci, vê o cenário como o resultado de um círculo vicioso, no qual o desaquecimento da economia leva à queda de receita das empresas, que deixam de arcar com seus compromissos e se veem obrigadas a reduzir seus quadros de funcionários. Desempregados também passam a priorizar contas a pagar e, com isso, reduz a receita do comércio, serviços e indústria. 
Entretanto, o economista avalia como “auspiciosa” a tendência de desaceleração nas negativações, assim como o fato de o Sul ter um desempenho melhor que a média nacional. 
O presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Antônio Miguel Espolador, ressalta que o avanço da inadimplência entre as pessoas jurídicas ocorre junto à queda do movimento no comércio, que registrou retração de 5,12% em um ano.




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