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Desemprego gera boom na criação de empresas

A abertura de empresas no país no acumulado dos sete primeiros meses de 2016 teve o melhor desempenho em seis anos, segundo o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas, divulgado nessa segunda-feira (3). De janeiro a julho de 2016 o Brasil registrou a criação de 1.199.373 de empresas. Na comparação com os sete primeiros meses de 2015, a quantidade foi 1,8% maior.

Para o coordenador do núcleo acadêmico de vocação empreendedora do Ibmec/BH, João Bonomo, parte desse crescimento é fruto do momento econômico. “Com o aumento do desemprego, empreender virou alternativa de carreira. Sem emprego, muita gente acaba abrindo um negócio por necessidade”, observa. No Brasil, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada mês passado, já são 12 milhões de desocupados.

O hoje empresário Ubiratã Gomes Teixeira conta que o momento ruim do mercado de trabalho no país ajudou a dar um empurrão na decisão de abrir a Bolo Doce Bolo, no bairro Caiçara, região Noroeste de Belo Horizonte. “Eu tinha perdido meu emprego”, justifica.

Para ele, a crise pode fazer com que as pessoas descubram a vocação para o empreendedorismo. E hoje, Teixeira não tem do que reclamar. “Fiquei surpreso com a aceitação do negócio. Está sendo melhor que o esperado”, frisa.

Menos burocracia.

Além da necessidade, os economistas da Serasa Experian destacaram que o processo mais facilitado e menos burocratizado de formalização de pequenos negócios trazidos pela lei do MEI (Microempreendedor Individual) também tem impulsionado a criação de novas empresas. Tanto que em sete anos, os MEIs passaram de menos da metade dos novos empreendimentos (44,5%, em 2010) para 79,5% no último levantamento.

O número de novos microempreendedores individuais (MEIs) nascidos nos sete primeiros meses deste ano foi de 953.060 contra 888.837 no mesmo período de 2015, alta de 7,2%. Já as sociedades limitadas registraram criação de 103.433 unidades, queda de 13,5% em relação ao intervalo anterior, quando 119.622 empresas surgiram.

Na divisão por setor, o mais procurado por quem quer empreender é o segmento de serviços. De janeiro a julho deste ano foram 755.011 empresas na área, o equivalente a 63% do total. Em seguida, ficaram as empresas comerciais, com 341.683 empreendimentos, 28,5% do total. (Com agências)

Orientações

Rede. Nesta quarta-feira (2016), no Dia da Micro e Pequena Empresa, o Sebrae Minas oferece orientações gratuitas pelas redes sociais para os pequenos negócios. Acesse: www.facebook.com/sebraemg.

Minas tem a vice-liderança em novos negócios

Minas Gerais foi o segundo Estado em número de abertura de empresas no acumulado dos sete primeiros meses do ano, com 132.209 estabelecimentos, o que representa 11% do total. A primeira posição ficou com São Paulo, responsável por 28% dos empreendimentos, totalizando 336.413. E o terceiro lugar ficou com o Rio de Janeiro, com 129.397 empresas, o que significa 10,8% do total no país.

Riscos.

Coordenador do núcleo acadêmico de vocação empreendedora do Ibmec/BH, João Bonomo alerta que para reduzir os riscos de fechamento da empresa é necessário analisar profundamente o mercado. “É necessário estudar, se preparar. Só que tem gente que acha que isso é perder tempo”, ressalta Bonomo.




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