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PUBLICADO 2 anos ATRÁS.

CNC sedia apresentação de resultados sobre o E-commerce nas MPEs

O Ministério da Indústria, Comércio e Serviços apresentou na manhã desta terça-feira, 17 de maio, na sede da CNC, em Brasília, os resultados do Estudo Comparativo sobre Comércio Eletrônico nas Pequenas e Médias Empresas no Brasil e União Europeia, uma realização do ministério por meio da Secretaria de Comércio e Serviços.

O estudo aborda alguns dos aspectos fundamentais que caracterizam hoje o comércio eletrônico, bem como as oportunidades e desafios para as pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil.

Seu objetivo geral é analisar a evolução do comércio eletrônico, apontando as melhores práticas, as mudanças de comportamento, e os principais desafios tanto na União Europeia quanto no Brasil, bem como conhecer politicas públicas em desenvolvimento para o setor, permitindo uma compreensão comparativa entre os dois cenários.

Presidiu a solenidade de abertura o novo ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Marcos Pereira, que foi recepcionado pelos vice-presidentes Laércio Oliveira e Adelmir Santana e pelo consultor da Presidência da CNC, Roberto Nogueira Ferreira.

Laércio se colocou à disposição do ministério para realização de trabalhos conjuntos em benefício de todo o País.

Na mesa de abertura, além do ministro Marcos Pereira, Laércio Oliveira e do secretário de Comércio e Serviços, Marcelo Maia, participaram o secretário de Gestão do Ministério do Planejamento e Gestão, Gleison Cardoso Rubis, e o primeiro conselheiro da Sessão de Comércio e Investimentos da Delegação da União Europeia no Brasil, Pedro Santos.

O ministro Marcos Pereira celebrou o estudo, agradeceu à CNC e ao apoio concedido ao ministério em prol do desenvolvimento do setor terciário, com objetivo de constituir a agenda dentro do setor do varejo. “Os diálogos entre a UE e o Brasil têm contribuído para desenvolvimento e promoção do comércio eletrônico intencional. Sabemos que no Brasil temos diversos desafios no comércio eletrônico. Entre eles as regras distintas entre os Estados. Esse evento reconhece a importância do comércio eletrônico do Brasil e a importância desse estudo para analisar as dificuldades e os desafios, além de traçar estratégias e iniciativas para estimular o fortalecimento do comércio eletrônico e varejo no País”, disse ele.

“O ministério pretende dar apoio ao setor do comércio e serviços, segmento vital para a recuperação da economia do País e criação de novos empregos”, afirmou Pereira.

“Estudo comparativo sobre comércio eletrônico nas pequenas e médias empresas no Brasil e União Europeia”

Mediados pelo Secretário de Comércio e Serviços do Ministério da Indústria Comércio e Serviços, Marcelo Maia, os autores do estudo: Ludovino Lopes – perito sênior do mercado nacional; e Alexandre Nilo Fonseca – perito do mercado europeu – realizaram a apresentação do trabalho.

Quanto ao enquadramento legal, fiscal e regulatório do comércio eletrônico, Ludovino Lopes, presidente da Câmara Nacional do Comércio Eletrônico, destacou tópicos os quais demostraram que Brasil e União Europeia (EU) possuem um quadro legal, fiscal, regulatório que compreende regras específicas para o setor do comércio eletrônico.

Contudo, enquanto na União Europeia essa construção vem sendo desenvolvida já há algumas décadas, ela é recente no Brasil. E, apesar de o grau de desenvolvimento e implementação dos regramentos de cada espaço geográfico ser bem diverso, a UE e seus países já têm um quadro legal mais denso e detalhado do que o Brasil (regras, banco de dados, etc).

Uma das grandes dificuldades e desafio a serem enfrentados pelo País é que, na União Europeia e nos diversos países que a compõem, já há múltiplas iniciativas, quer do setor público ou do privado, que pretendem fomentar, incentivar e financiar a formação “específica” de competências digitais (para o setor do comércio eletrônico). “No Brasil, isso não existe, não identificamos esforços públicos para essa qualificação específica. Na nossa análise, o Brasil precisa ainda fomentar as MPEs nesse sentido”, explicou Ludovico.

Já Alexandre Fonseca, perito sênior do mercado europeu, disse que o empresário hoje deve pensar “eu vou vender para resto do mundo e não apenas para o bairro”. “Nesse sentido, vamos aqui apresentar e identificar os desafios, a importância do comércio eletrônico para as pequenas e médias empresas. De acordo com esse estudo, metade do mundo já estará on-line no final deste ano de 2016.”, complementou.

Por meio do estudo, foram identificadas as línguas mais faladas na internet: “o inglês e o mandarim aparecem em primeiro e segundo lugar, e o português vem em quinto lugar”. Isso, para Alexandre, significa que o estudo mostra a relevância do comércio eletrônico para as pequenas e médias empresas no Brasil e na UE, indica o acesso a novos mercados e clientes; “o mundo on-line não distingue grandes das pequenas empresas”, isso é de grande valia para o micro e pequeno empreendedor.

No Brasil

A evolução do comércio eletrônico nas duas últimas décadas tem sido exponencial, apresentando crescimento expressivo em várias regiões. No Brasil, de acordo com dados da 33ª Edição do Relatório Webshoppers E-Bit, o comércio eletrônico cresceu 15% em 2015 em relação a 2014, encerrando o ano com um faturamento de R$ 41,3 bilhões e quase 60 milhões de consumidores no País. De acordo com o Ecommerce Europe, na UE28, em 2014, o comércio eletrônico cresceu 14% em comparação a 2013, movimentando 424 bilhões de euros. O comércio eletrônico no Brasil representa ainda apenas 4,1% do total do varejo, um valor ainda longe dos países líderes, mas que demonstra igualmente a oportunidade de crescimento que o País tem nesse setor de atividade. Na Europa, estima-se que as vendas on-line já representam 13% do varejo. Além disso, a participação do comércio eletrônico no PIB (e-PIB) brasileiro é de 0,9%. Em países como Reino Unido e China, o e-PIB já ultrapassou inclusive os 5%.

De acordo com a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (câmara-e.net), as PMEs representam cerca de 80% do número de empresas nesse universo virtual, sendo o número de grandes empresas cerca de 20%. Além disso, elas representam 15% do faturamento global do e-commerce no Brasil, enquanto as grandes empresas ficam com 85% do faturamento do setor, o que demonstra a capacidade de as PMEs aumentarem sua participação se comparadas com as suas performances no setor de comércio tradicional.

Principais desafios

Os principais desafios identificados referem-se a: contratos e direitos dos consumidores; proteção de dados e privacidade; solução alternativa de conflitos on-line (“comprou on-line, resolva on-line”); crimes eletrônicos (cybercrimes); infraestruturas de pagamento, infraestrutura de distribuição e logística.

“O grande desafio é vender para onde existe dificuldade logística; nas infraestruturas de telecomunicações; e competências digitais (formação e capacitação)”, ressaltou Ludovico.




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