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Brasil entrou numa rota de crescimento sustentável

O presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disseram nesta terça-feira (21/02) que a recessão já terminou no Brasil e que o país está em crescimento, com sinais sólidos de recuperação.

Ele voltou a destacar que os indicadores macroeconômicos estão apresentando sinais de melhora e afirmou que não está fazendo medidas “populistas” e sim buscando ações que gerem resultado para o futuro. 

Meirelles afirmou que uma série de medidas que visam a melhorar o ambiente econômico já está em implementação e destacou que a confiança cresceu de forma consistente e forte em janeiro.

“O Brasil não só começou a crescer, como entrou numa rota de crescimento sustentável”.

Meirelles destacou propostas como a aprovação do projeto que retirou a obrigatoriedade de a Petrobras ser operadora única nas áreas do pré-sal, bem como deter 30% de participação dos consórcios, e também a implementação de normas de governanças nas estatais, que estão ajudando na recuperação da confiança.

De acordo com o ministro da Fazenda, agora o Brasil atravessará “períodos prolongados de crescimento”, que, com o tempo, devem se acelerar. “Cada vez mais vamos ter um crescimento que vai se acelerando”.

Meirelles também afirmou que no exterior a confiança no Brasil pode ser descrita também como impressionante, e destacou ainda que o governo projetou uma meta de déficit primário, de R$ 170,5 bilhões em 2016, mas que o resultado efetivo foi melhor, em R$ 16 bilhões.

Meirelles disse ainda que o orçamento deste ano também é muito realista e citou que as medidas do governo estão andando. 

“Tivemos a aprovação da PEC do Teto, a Reforma da Previdência já andando com a sua admissibilidade na Câmara”, exemplificou.

Já Temer destacou novamente que a inflação de janeiro foi a menor em 20 anos e disse que esse indicador permite projetar uma inflação talvez menor do que o centro da meta que é de 4,5%. “Entramos em janeiro com 5,35% e não sem razão os juros começaram a cair.”

Temer disse ainda que os juros começaram a cair e que ninguém está fazendo populismo com a redução dos juros. Para Temer, enquanto os populistas querem resultados imediatos, seu governo quer aprovar medidas populares, que fiquem para o futuro do País.

Ao listar ações de seu governo, o presidente citou a liberação das contas inativas do FGTS e disse que a medida tem gerado entusiasmo até entre aqueles que tinham contas bloqueadas. 

“Vocês têm visto pela TV vários depoimentos a favor da medida”, afirmou, destacando acreditar que os saques podem trazer para a economia mais de R$ 30 bilhões. “Muita gente vai gastar esse dinheiro com tranquilidade.”

O presidente afirmou que os fatos rápidos que estava destacando somavam quase 50 medidas já anunciadas pelo governo e defendeu os debates em torno da reforma da previdência, que o governo quer aprovar ainda neste primeiro semestre.

“Temos a consciência de que ou você arruma a casa de natureza previdenciária ou tem mais adiante um desastre.”

MEDIDAS

Meirelles também defendeu que as medidas propostas pelo governo de Temer trarão eficiência para a economia brasileira. 

“É importante tomar medidas que tenham foco e criem mais eficiência na economia. O País se cansou de medidas inconsistentes. Agora são medidas que estão aqui para ficar”, diz. 

O ministro destacou que, entre as iniciativas ainda em fase de elaboração pela equipe econômica, a reforma da lei de falências e recuperação judicial já está em estágio avançado.

“Isso vai facilitar às empresas sair dos problemas. Cria incentivos para a recuperação fora da Justiça e acordo com credores. Incentiva a concessão de novos financiamentos e melhora as avaliações para vendas de ativos”, diz.

Meirelles afirmou ainda que essas iniciativas podem ter impacto importante na economia. “As condições estão criadas para que todos no País tenham segurança”.

Meirelles também destacou medidas que já vêm sendo implementadas pelo governo com o objetivo de retomar o crescimento. 

O ministro elencou a regulamentação da Letra Imobiliária Garantida (LIG), a criação da duplicata eletrônica para reduzir o custo de crédito, além de mudanças regulatórias no cartão de crédito com o objetivo de diminuir os juros dessa modalidade.

Foram mencionadas ainda iniciativas de desburocratização, como a redução do prazo para abertura de empresas no Brasil e a implementação da nota fiscal eletrônica.

“Existe um redesenho de simplificação de registros”, diz. “Isso tudo está sendo enfrentado”.

CEDAE

Ao citar a necessidade de reforma da Previdência, Temer citou o exemplo da crise financeira do Rio de Janeiro e exaltou o avanço para a venda da Cedae no início da semana, na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). 

De acordo com o presidente, o fato da Alerj ter aprovado a medida serve de exemplo e entusiasma o governo para aprovar o pacote que exige as contrapartidas do Rio para receber ajuda da União.




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