Auditoria operacional nas empresas

02/09/2004
As empresas, de uma forma geral, não importando seu porte, sua atividade ou o mercado de atuação, visam lucros. Nesse sentido, podem e devem fazer uso de diversas ferramentas existentes no mercado para auxílio na gestão de seus negócios, entre as quais destacamos a auditoria operacional.

A auditoria operacional tem por objetivo a revisão metodológica da atividade ou segmentos operacionais, buscando avaliar se os recursos da organização estão sendo usados de maneira eficaz e eficiente para atingir os objetivos operacionais. É um processo de avaliação de riscos e de sistemas de controles internos inerentes à atividade operacional, comparado com o esperado, o que propicia, inevitavelmente, a apresentação de recomendações destinadas a melhorar o desempenho e aumentar o êxito da organização, à luz das mais modernas técnicas de execução desses serviços.

Assim, a priorização dos projetos de auditoria inicia-se com a definição dos Fatores de Risco considerados mais importantes para a Empresa. Essa definição deve ser feita em conjunto com os executivos da Empresa e deve levar em consideração, dentre outros aspectos, as maiores preocupações da Alta Administração com relação aos riscos inerentes ao desenvolvimento dos negócios e ao ambiente de controles internos da Empresa como um todo. A fase de avaliação dos Fatores de Riscos é, talvez, a mais importante no desenvolvimento de um processo de auditoria operacional, haja vista que dessa avaliação será delineado todo o processo de planejamento dos trabalhos a serem executados, sua extensão e seus resultados esperados.

A decisão de contratar esse serviço junto a uma empresa de auditoria independente, quase que na totalidade, é motivada pela necessidade de obter conhecimentos e verificar se os recursos disponíveis estão sendo utilizados de forma eficiente, eficaz e com economicidade. Essa parceria propicia inúmeras vantagens, dentre as quais podemos destacar:

Rápida implantação da auditoria interna;

Acesso imediato à tecnologias, metodologias e ferramentas de última geração;

Concentração nas atividades fins da empresa (Core Business);

Participação de especialistas no desenvolvimento dos trabalhos;

Compartilhamento de conhecimento, informações e experiências (Knowledge);

Redução de custos (viagens, equipamentos, tecnologia, etc.);

Instrumento externo para identificar oportunidades de mudanças;

Flexibilidade para adequar a função e o staff a freqüentes mudanças de prioridades;

Maior independência e objetividade para uma função importante na estrutura de controles internos, dentre outras.


Essas vantagens mostram claramente que uma auditoria operacional bem planejada e bem executada pode traduzir-se em resultados positivos, suplantando facilmente os custos dos serviçoso.

Embora caiba aos responsáveis pela contratação de auditoria independente, apreciar todos os benefícios potenciais desta, eles precisam também estar cientes de que não se obtém resultados imediatos. Para que se materialize plenamente esse potencial, é preciso tempo. Com paciência e o investimento de recursos na quantidade certa e na qualidade esperada, a auditoria operacional tende a ser uma importante ferramenta na gestão dos negócios.

Não é raro alguns profissionais da área definirem, equivocadamente, auditoria operacional como todos os procedimentos por eles executados e que não se enquadrem na definição de auditoria contábil-financeira.

A auditoria contábil-financeira é feita com a finalidade precípua de se formar uma opinião, com conseqüente emissão de um parecer sobre as demonstrações contábeis, enquanto que a auditoria operacional é voltada, essencialmente, para a minimização dos riscos inerentes aos negócios, a validação de controles internos e a comunicação sobre possíveis economias e aumentos de eficiência e/ou eficácia.