Aposentadoria: não espere somente pelo Governo, faça também a sua parte

05/12/2011
Muitas pessoas ainda não se deram conta da dimensão do problema que estamos enfrentando com o chamado déficit da previdência social. Tem gente que já preenche os requisitos mínimos (tempo de serviço ou idade) para aposentadoria mas está aguardando o fim do fator previdenciário para dar entrada no processo.

Sei que é revoltante constatar que o INSS está reduzindo o valor da sua aposentadoria por conta da expectativa de vida (conheço pessoas que perderam em torno de 40% do valor mensal de suas aposentadorias por conta do fator previdenciário), mas não acredito que o Governo abra mão dessa importante ferramenta tão facilmente.
 Então, se você está nessa situação, sugiro que solicite a sua aposentadoria imediatamente e comece a usufruir do seu direito. Se estiver com boa saúde, continue a trabalhar e faça uma reserva com o valor de sua aposentadoria, pois certamente precisará dela mais tarde.

O problema do déficit da previdência é gigantesco e qualquer alteração que aumente ainda mais esse rombo, como é o caso do fator previdenciário, dificilmente será aprovada sem uma contrapartida ainda pior para a sociedade.

Longe de estar defendendo essa política, mas temos de estar cientes de que a Previdência Social, não só no Brasil, mas também em vários outros países do mundo, está com o atual modelo em franca decadência.

Não tenho a fórmula para resolver este problema, que é de uma magnitude surpreendente, pois trata do futuro de milhares de brasileiros que trabalharam duro e contribuíram com seu suor para ter uma velhice tranquila. Só sei que temos de rever urgentemente o nosso modelo de Previdência sob pena de deixarmos uma herança maldita para as futuras gerações.

A verdade é que não podemos contar apenas com o Governo para cuidar de nossa aposentadoria. Temos de pensar no famoso “plano B”.

Nesse caso, o plano B é fazermos uma previdência complementar, que pode ser através de uma caderneta de poupança (não muito recomendável devido ao baixo rendimento); plano de previdência privada (recomendável aos mais conservadores e para quem não tem tempo para administrar e procurar taxas atrativas de investimento); bolsa de valores (para as pessoas que tenham interesse e tempo para estudar e analisar o mercado e os balanços das empresas).

Todas as sugestões acima são de aplicações de alta liquidez, ou seja, você pode dispor de seu patrimônio com certa rapidez, diferentemente de quem investe diretamente em imóveis, que apesar de num primeiro momento parecer o investimento mais seguro, também pode sofrer desvalorização, seja pelo tempo de uso ou até mesmo na mudança do plano diretor da cidade. E, geralmente, quando você mais precisa vendê-lo (quem tem imóvel e já tentou vender sabe do que estou falando), não encontra quem pague o valor justo naquele momento.

Mesmo assim, para quem deseja ter uma parte de seus investimentos em imóveis, temos a opção dos fundos imobiliários, que não possuem uma rentabilidade tão alta como as ações de empresas, por exemplo, mas nos dão aquela sensação de segurança do imóvel em si, aliada a uma maior liquidez.

Enfim, você tem várias opções para programar seu futuro. Consulte especialistas na área financeira, reveja seus gastos mensais para fazer esta necessária reserva, mas não deixe seu futuro e de sua família apenas nas mãos do Governo, pois a decepção poderá ser grande.

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