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50% dos pequenos empresários trabalham após aposentadoria

Metade dos micro e pequenos empresários opta por continuar trabalhando após a aposentadoria como uma forma de complementar a renda, indica um estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Para estes empreendedores, o benefício pago pelo Governo Federal não é o suficiente para cobrir os gastos da família.

Entretanto, mesmo sabendo da importância de se preparar para o futuro, nem sempre as intenções são colocadas em prática: conforme a pesquisa, nove em cada dez pequenos empresários do varejo e serviços consideram importante o planejamento, mas quase metade não investe em qualquer tipo de contribuição complementar ao INSS.

Além disso, apenas 11,6% dos micro e pequenos empresários contribuem com o teto previdenciário, enquanto 25,4% pagam um valor intermediário e a maior parte (38,1%) paga o valor mínimo da contribuição. A pesquisa indica ainda que 7,6% dos empreendedores não fazem qualquer recolhimento para o INSS.

De acordo com o presidente da Associação das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedor Individual do Vale do Itapocu (Apevi), Leandro Gonçalves, planejar o futuro é uma etapa fundamental para garantir o sucesso do negócio e, consequentemente, a qualidade de vida do empresário. Isso porque a evolução do negócio influencia diretamente nas necessidades e escolhas de quem empreende.

“O primeiro passo sempre é o planejamento da empresa: pensar no fluxo de caixa, montar uma previsão de faturamento, etc. A partir disso, o empreendedor pode adequar sua realidade dentro da empresa, definindo quanto pode contribuir ao INSS e quais outros investimentos pode fazer”, explica Gonçalves. “É preciso pensar como empresa grande, utilizando técnicas de governança corporativa, estipulando um mínimo mensal para retirada e mantendo o caixa da empresa o mais afastado possível das contas pessoais”, aconselha.

A partir disso, o empreendedor pode determinar quais ações o ajudarão a garantir uma aposentadoria adequada para o seu padrão de vida. “Vai depender de cada pessoa, mas, em geral, a recomendação é não colocar todo o dinheiro em uma só aplicação. Além do INSS, o empresário pode criar uma gama de opções, para não correr riscos isolados. Sabemos que o mercado de imóveis valoriza muito no Norte de SC, então pode ser uma boa opção. Mas também é sempre bom ter uma liquidez, um dinheiro em curto prazo para emergências, que seria a poupança”, recomenda Gonçalves.

Se o negócio avança a passos rápidos, reaplicar parte do lucro, ao invés de pagar o teto previdenciário, pode muitas vezes ser uma opção mais atrativa. “Assim a empresa cresce mais, de forma mais organizada, e no futuro ele pode viver com o bônus daquele negócio”, diz o presidente da Apevi, que ressalta que a avaliaçãa deve ser feita conforme a realidade de cada empresa.

Pensar na aposentadoria também inclui planejar o processo sucessório, para garantir que o negócio se sustente. “Não só é preciso pensar como irá incluir outros membros da família no negócio, mas também como fazer isso de forma saudável para poder extrair renda para todos”, afirma Gonçalves. “Em alguns casos, quando a sucessão é complicada, há a possibilidade de vender a empresa e viver deste ativo. É para entender todas as opções e saber escolher a mais adequada que o planejamento é fundamental”, complementa.




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